Entre 1550 e 1970, a Amazônia cobria mais de 4 milhões de quilômetros quadrados e, nesse período, o desmatamento não passava de 1% de toda floresta. A partir da década de 1970 o desmatamento e a exploração se intensificou, ao ponto de, nos últimos 46 anos, cerca de 20% de sua área ter sido devastada, a maior parte substituída por pastagem para o gado. Para se ter uma ideia do que significam esses números, imagine que a área total desmatada equivale à soma dos aos territórios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Espírito Santo.


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A partir de 2005 houve uma grande redução no desmate, chegando a valores mais baixos entre 2011 e 2012. Contudo, após esse período, o desflorestamento voltou a subir a níveis muito altos, especialmente o do tipo “corte raso”, pelo qual a árvore é arrancada pela raiz.

Para reverter toda essa devastação, uma iniciativa liderada pela Conservation International (ONG norte-americana que visa proteger áreas de biodiversidade em todo planeta) tem como foco principal plantar 73 milhões de árvores nativas na floresta Amazônica brasileira até o ano de 2023. Caso esta meta seja atingida, a nova área da floresta deverá cobrir aproximadamente 30 mil hectares de terra.

Foto: Neil Palmer/CIAT (Wikipedia)

Além da recuperação da mata amazônica, o objetivo da Conservation International é reflorestar 12 milhões de hectares de floresta em todo o mundo, até 2030. Implantado em parceria com o Banco Mundial, com investimentos que devem superar 60 milhões de dólares (cerca de R$ 190 milhões), o projeto é considerado o maior esforço de reflorestamento tropical do mundo. Sua realização visa atender ao Acordo de Paris, tratado firmado em dezembro de 2015, pelo qual os países signatários se comprometem a adotar medidas para reduzir as emissões de dióxido de carbono a partir de 2020.

Diante do papel fundamental que as árvores possuem no ciclo do carbono na natureza, absorvendo dióxido de carbono através da fotossíntese, os projetos de reflorestamento são uma parte importante do acordo parisiense.

Foto: Dan Roizer / Unsplash

“Este é um projeto muito audacioso. O destino da Amazônia depende disso, assim como dos 25 milhões de habitantes da região, de suas inúmeras espécies e do clima do nosso planeta”, afirmou M.Sanjayan, CEO da Conservation International.

A urgência do reflorestamento foi destacada por Rodrigo Medeiros, vice-presidente da CI no Brasil, em entrevista aos site IFLScience: “um novo capítulo está sendo escrito para a Amazônia brasileira com esta iniciativa. Proteger a Amazônia não é algo que devemos pensar no futuro: temos que fazê-lo agora”.

Um outro projeto idealizado por ativistas da Nova Zelândia – e que já conta com 250 mil participantes -, espera plantar aproximadamente 100 mil quilômetros quadrados de floresta em todo o mundo. Este movimento recebeu o nome de “Trump Forest”, uma maneira provocativa de oferecer oposição à destruição provocada pela política climática do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Fonte: IFLScience, Fast Company, Green Peace Brasil
Foto abertura (topo da página): Corey Spruit (Wikipedia)

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